sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vinho seria na verdade "cerveja" na Bíblia ?

As principais palavras usadas no Antigo Testamento são essas:
Os dois termos aparecem freqüentemente contrastados. Entretanto, em Provérbios 20:1 - que é um exemplo deste uso - a tradução alemã tradicional (Lutero) não usa o termo "cerveja": http://mlbible.com/proverbs/20-1.htm

Encontrei uma comparação de todos os termos (http://www.cai.org/bible-studies/hebrew-and-greek-words-translated-wine) interessante mas a fonte é extremamente parcial (contra o álcool), o que me deixa desconfiado da qualidade da análise.

Também vi uma explicação, que me pareceu plausível, que durante a peregrinação no deserto provavelmente não era possível fabricar vinho, ele veio a ser fabricado quando os judeus puderam se estabelecer e cultivar a uva.

O milagre da transformação da água em vinho vem descrito no Evangelho segundo São João (2:1-11) - não aparece nos outros Evangelhos. Ao contrário do Antigo Testamento (que foi traduzido para o grego depois), até onde se sabe o Evangelho foi escrito em grego. Lá (http://mlbible.com/john/2-9.htm) a palavra usada é οἶνος (http://www.searchgodsword.org/lex/grk/view.cgi?number=3631) - sobre a qual não existe muita dúvida - é "vinho" mesmo - e é assim que a tradução de Lutero descreve. Obviamente que houve grande influência das línguas semíticas no grego que foi usado no Novo Testamento, tanto nas construções gramaticais quanto em certos termos, mas não me parece razoável que houvesse confusão em relação a um termo tão comum (e concreto).

Como referência anexei também alguns trechos destes livros:
Minha conclusão é que não existe nenhuma boa razão para acreditar que o vinho tomou o lugar da cerveja na Bíblia devido a um entendimento incorreto do texto original. 
International Standard Bible Encyclopedia 1/2
International Standard Bible Encyclopedia 2/2
Oxford Companion to the Bible - Wine

Por que escolher cerveja?

Enquanto o vinho possui poucas variedades, onde você pode optar apenas entre um tinto, um branco ou um rosé, para cada momento há um tipo de cerveja diferente.

Que tal tomar uma Altbier, American Adjunct Lager, American Amber, American Barleywine, American Black Ale, American Blonde Ale, American Brown Ale, American Dark Wheat Ale, American IPA, American Malt Liquor, American Pale Ale (APA), American Pale Lager, American Pale Wheat Ale, American Porter, American Red Lager, American Stout, American Strong Ale, American Wild Ale, Belgian Dark Ale, Belgian IPA, Belgian Pale Ale, Belgian Strong Dark Ale, Belgian Strong Pale Ale, Berliner Weissbier, Bière de Champagne, Bière Brut, Bière de Garde, Black & Tan, Bock, Braggot, Chile Beer, Cream Ale, Czech Pilsener, Doppelbock, Dortmunder, Dubbel, Dunkelweizen, Eisbock, English Barleywine, English Bitter, English Brown Ale, English Dark Mild Ale, English India Pale Ale (IPA), English Pale Ale, English Pale Mild Ale, English Porter, English Stout, English Strong Ale, Extra Strong Bitter (ESB), Faro, Flanders Oud Bruin, Flanders Red Ale, German Pilsener, Gose, Gueuze, Happoshu, Hefeweizen, Imperial IPA, Imperial Pilsner, Imperial Stout, Keller Bier, Zwickel Bier, Kölsch, Kristalweizen, Lambic - Fruit, Maibock, Helles Bock, Märzen, Oktoberfest, Milk / Sweet Stout, Munich Dunkel Lager, Munich Helles Lager, Oatmeal Stout, Old Ale, Pumpkin Ale, Quadrupel , Rauchbier, Roggenbier, Russian Imperial Stout, Rye Beer, Saison / Farmhouse Ale, Schwarzbier, Steam Beer, Tripel, Vienna Lager, Weizenbock, Wheatwine, Winter Warmer ou uma Witbier?

Você já bebeu a sua cerveja hoje?  Se você não acelerar o ritmo logo, não vai ser possível provar todas as variedades existentes.

Fotos da Brasil Brau 2011

Rasen

Acerva Brasil


Opa Bier - Göttlich Divina Weiss (com guaraná)


Eisenbahn/Devassa/Baden Baden



Mr. Beer


Amazon Beer - Cerveja com Bacuri






Falke e Colorado


Dama

Karavelle
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Impressões da Brasil Brau 2011


As descrições estão na ordem de degustação, que foi mais ou menos aleatória. E antes que as más línguas intervenham, não foi aleatória porque tínhamos perdido o rumo, foi só porque estávamos curtindo a feira despreocupadamente.

Avaliação geral da feira:
  • O movimento era relativamente pequeno e a grande maioria do público era de profissionais do setor, vimos poucos consumidores finais.
  • A maioria das cervejas apresentadas era bastante padrão: muitas Pilsen e Weiss, algumas Stout. Apesar disso, considerando que o grande mercado hoje é Pilsen "brasileira", a produção de Pilsen mais ao estilo alemão, Weiss e Stout já representam uma grande mudança/evolução.
  • Não havia muitas opções de estilo mais encorpado.
  • Eram relativamente poucas as cervejas que buscavam uma diferenciação (Grão Pará, Ginger Orange, Bacuri e Divina com guaraná foram as que mais chamaram a atenção).
  • Mesmo com a entrada a R$30,00, havia sido anunciado que as cervejas para degustação do público seriam cobradas (R$3,00 a "dose" de 50 ou 100 ml, conforme a cerveja) mas nenhuma das cervejarias cobrou. Imagino que tenha sido uma estratégia para evitar atrair um público que entendesse a feira como uma oportunidade de beber à vontade de graça.
  • O atendimento nos estandes foi muito bom apesar de em alguns haver uma certa resistência a servir, como no caso da Vivre na Falke. Normal, dado que o foco da feira eram os compradores corporativos.
  • Em alguns estandes havia pessoas bastante despreparadas para falar sobre as cervejas - e nem eram modelos contratadas para o evento.
  • O estande da Eisenbahn/Devassa era o mais chamativo mas o estande da Abadessa/Bamberg/Falke também era bastante grande.
Outras novidades:
  • O representante do Mr. Beer disse que estão começando a importar cerveja (o primeiro container chega em dezembro ! - carregado de Chimay pelo menos) e fazendo uma parceria com o Nono Bier para conseguir vender a um custo mais competitivo. Apesar do fechamento da loja no Galleria eles têm planos de abrir novamente em Campinas (no médio prazo, pelo que entendi).
  • A Sauber está com um programa de degustação/visita mais estruturado, com a proposta de servir comida alemã para acompanhar a degustação - parece ser uma boa pedida.
Rasen Bier (http://www.rasenbier.com.br/) - Gramado - RS

  • Agradável mas não especialmente marcante.
  • Acabei não provando.

  • Fresca. Final bastante amargo

Mondi Ginger Orange (http://www.mondibeer.com.br/2011/cerveja_gingerorange.html)
  • Um dos achados da feira. A combinação de gengibre e laranja resultou muito refrescante. Bastante agradável e fácil de beber.
Cervejaria Klein (http://www.kleinbier.com.br/)

Klein Stout
  • Muito aguada, aroma muito fraco. Nenhum amargor - o que é estranho para uma Stout.

Göttlich Divina Weiss
  • Preparada com guaraná, tem um aroma sutil e um toque bastante suave, não enjoa. Muito agradável de beber.

Amazon Bacuri
  • Vai ser lançada em agosto no mercado. Baixo teor alcóolico (1,8% segundo nos informaram) é muito aromática. Leve, bastante fácil de beber mas a força do aroma pode torná-la enjoativa.
Cervejaria Abadessa (http://www.abadessa.eu)

  • Excelente, muito fresca. Não deixa nenhum amargor no retrogosto.

  • Não conseguimos provar porque tinha acabado mas foi uma das indicações do Renato (da cervejaria Sauber).

Colorado Grão Pará - Brown Ale com castanha do pará
Double Indica - deve ser lançada em breve, não pudemos degustar.


Vivre
  • Cerveja com jabuticaba. Estilo Fruit Beer, lembra um pouco as Lambic, embora não seja nem tão ácida nem tenha tantos aromas animais quanto uma Lambic típica. Muito fresca e agradável de beber. Menos doce do que muitas fruit beer. Ainda não está disponível comercialmente mas espero que lancem logo.
Tripel Monasterium
  • Não era novidade na feira mas sempre muito gostosa.

  • Cerveja típica, produzida em março para ser consumida em outubro. Menos amarga que a Pilsen. Muito refrescante. Orgânica e não pasteurizada, climatizada desde a origem para transporte segundo as informações fornecidas no estande.

Fraga Weiss
  • Outra das indicações do Renato (da cervejaria Sauber). Muito fresca e agradável de beber. Espuma cremosa mas não muito persistente.